Dizem as más línguas, que a então
estudante de Agronomia, Vanessa Grazziotin escolheu fazer Matemática Aplicada à
Política, como disciplina optativa. O teste final dizia sobre a complexa
técnica de correspondência biunívoca, e consistia em uma única questão de
múltipla escolha: A quem ou a que você associaria a figura política do Artur
Neto?: alternativa A - ao nefasto e e ntreguista PSDB;
alternativa B - aos declarados inimigos da Zona Franca de Manaus, José Serra e
Geraldo Alckmin; alternativa C - ao Amazonino Mendes e, por último, a
alternativa D que dizia “ao Papa Bento XVI”.
Tirando forças que já iam se esvaindo, ela decidiu
ir pelo método da exclusão. Pensou, pensou e concluiu que ao Papa não podia
ser. Não fazia sentido colocar o Papa nessa história. Restavam três e ela se
ficou mais calma. Em seguida ela fez uma conta de chegar que teve o seguinte
resultado: cem por cento dividido por três, dá trinta e três por cento para um,
os mesmo trinta e três para outro e - o desespero baixou - trinta e quatro por
cento para o terceiro. Católica de carteirinha, ela clamou aos céus: Meu Deus!
Qual delas é essa de trinta e quatro?
Suspirou fundo e percebeu nas entrelinhas, que
tanto Serra quanto Alckmin são do PSDB, portanto nefastos e entreguistas como
dizia a alternativa A. “Puta que pariu, filho da puta”, ela berrou. “Matei a
charada” pensou com um largo sorriso e fez um xiszão na letra C, a do
Amazonino. Saiu de sala e discutiu a questão com um colega que lhe tranqüilizou
dizendo que por motivos matemáticos, um elemento de um conjunto só pode se
relacionar com outro elemento de outro conjunto. Como ambos não dominavam tais
motivos, nem a matemática - conforme se vê - ela saiu crente que tinha passado
de ano. O resultado da prova não saiu até hoje, mas dizem que ela foi
reprovada, pois tanto a alternativa A quanto a B estavam
corretíssimas. Bastava marcar uma ou outra que o professor aceitaria e tascaria
um dez estrelado.
Apesar dos anos idos, continua difícil entender a lógica da
Vanessa Grazziotin. Que o Amazonino estava fazendo uma administração pífia,
medíocre mesmo, não restava dúvidas; que muitos achavam - talvez menos ela -
que o grande segredo do calendário Maia para 2012, era o fim da Era do Sempre
Armando Mendes, também não era lá muito complexo de se concluir. Mas não
perceber que o grande problema do Artur era justamente a sua associação com o
partido dos paulistas, o PSDB, que anda apanhando de todo mundo pelo país, foi
um erro elementar. Não se pode dizer depois de um acontecido desses, que a
candidata era ignorante, mas que ela era analfabeta político-estrutural, não há
quem duvide.
Contudo, restou a ex-candidata uma descoberta antropo-política-sociológica:
o segredo matemático do calendário Maia não tinha nada a ver com o fim do
mundo, apenas, onlyzinho, tinha a ver com o ressurgimento do Amazonino Mendes,
que não é o fim dos tempos, mas continua sendo uma praga.
PS: No seguno turno, eu vou sair de casa para votar em um dos dois - em branco
eu não voto - mas será na base do surubim-tetê-tique-taque-tamba rola-teje-dentro-teje-fora. Até quando?
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