terça-feira, 16 de outubro de 2012

A matemática da Vanessa


Dizem as más línguas, que a então estudante de Agronomia, Vanessa Grazziotin escolheu fazer Matemática Aplicada à Política, como disciplina optativa. O teste final dizia sobre a complexa técnica de correspondência biunívoca, e consistia em uma única questão de múltipla escolha: A quem ou a que você associaria a figura política do Artur Neto?: alternativa A - ao nefasto e e ntreguista PSDB; alternativa B - aos declarados inimigos da Zona Franca de Manaus, José Serra e Geraldo Alckmin; alternativa C - ao Amazonino Mendes e, por último, a alternativa D que dizia “ao Papa Bento XVI”.
Tirando forças que já iam se esvaindo, ela decidiu ir pelo método da exclusão. Pensou, pensou e concluiu que ao Papa não podia ser. Não fazia sentido colocar o Papa nessa história. Restavam três e ela se ficou mais calma. Em seguida ela fez uma conta de chegar que teve o seguinte resultado: cem por cento dividido por três, dá trinta e três por cento para um, os mesmo trinta e três para outro e - o desespero baixou - trinta e quatro por cento para o terceiro. Católica de carteirinha, ela clamou aos céus: Meu Deus! Qual delas é essa de trinta e quatro?
Suspirou fundo e percebeu nas entrelinhas, que tanto Serra quanto Alckmin são do PSDB, portanto nefastos e entreguistas como dizia a alternativa A. “Puta que pariu, filho da puta”, ela berrou. “Matei a charada” pensou com um largo sorriso e fez um xiszão na letra C, a do Amazonino. Saiu de sala e discutiu a questão com um colega que lhe tranqüilizou dizendo que por motivos matemáticos, um elemento de um conjunto só pode se relacionar com outro elemento de outro conjunto. Como ambos não dominavam tais motivos, nem a matemática - conforme se vê - ela saiu crente que tinha passado de ano. O resultado da prova não saiu até hoje, mas dizem que ela foi reprovada, pois tanto a alternativa A quanto a B estavam corretíssimas. Bastava marcar uma ou outra que o professor aceitaria e tascaria um dez estrelado.
Apesar dos anos idos, continua difícil entender a lógica da Vanessa Grazziotin. Que o Amazonino estava fazendo uma administração pífia, medíocre mesmo, não restava dúvidas; que muitos achavam - talvez menos ela - que o grande segredo do calendário Maia para 2012, era o fim da Era do Sempre Armando Mendes, também não era lá muito complexo de se concluir. Mas não perceber que o grande problema do Artur era justamente a sua associação com o partido dos paulistas, o PSDB, que anda apanhando de todo mundo pelo país, foi um erro elementar. Não se pode dizer depois de um acontecido desses, que a candidata era ignorante, mas que ela era analfabeta político-estrutural, não há quem duvide.
Contudo, restou a ex-candidata uma descoberta antropo-política-sociológica: o segredo matemático do calendário Maia não tinha nada a ver com o fim do mundo, apenas, onlyzinho, tinha a ver com o ressurgimento do Amazonino Mendes, que não é o fim dos tempos, mas continua sendo uma praga.
PS: No seguno turno, eu vou sair de casa para votar em um dos dois - em branco eu não voto - mas será na base do surubim-tetê-tique-taque-tambarola-teje-dentro-teje-fora. Até quando?

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